domingo, 27 de outubro de 2013

Adolescente: vítima e vitimizador







Tecer considerações sobre a prática de um delito pelo adolescente é uma tarefa complexa, tentaremos compreender alguns aspectos deste problema de grande proporção e comoção social.

 

Apesar de atravessar todas as classes sociais e estar presente em países ricos e pobres, pesquisas internacionais demonstram que o fenômeno da violência no adolescente “está associado à desigualdade social, ao modo como a sociedade trata a sua juventude (Teixeira, apud Levisky, 2001, p. 210).

 Evidencia-se que os índices de pobreza e miséria de grande parte da população brasileira e o descaso ao cumprimento dos direitos fundamentais do ser humano contribuem significativamente para que os adolescentes, sem acesso aos recursos sociais, enveredem pelos caminhos da marginalidade. (Souza, apud Levisky, 2001).

O “ter” estimulado por uma sociedade em que o consumo impera como uma valoração narcísica, aparece como uma via de “ser”; o ato se sobrepõe ao pensar; a expressão da destrutividade e da violência tornam-se uma forma encontrada pelos adolescentes de “sobreviverem” enquanto sujeitos massificados pelo descaso social.


É relevante pensar que a diferença na posição social do sujeito influencia, significativamente, a estruturação de sua adolescência. As desigualdades sociais se refletem e dificultam o processo da adolescência do jovem de classe menos favorecida, pois ele se ocupa de questões básicas de sobrevivência, fator impeditivo do surgimento e elaboração do conflito inerente a essa etapa do desenvolvimento.

Nestas circunstâncias, os jovens ficam à deriva, à mercê da própria sorte e não há como se desenvolver o sentido da própria identidade e se estruturar a personalidade do adolescente. Ou melhor, não há espaço para sua construção enquanto sujeitos, se o mínimo de afeto, educação, saúde e respeito não é garantido e se o adolescente internaliza significados identificados com o campo da exclusão social.

Zimerman (in Levisky, 2001) analisa as profundas causas etiopatogênicas responsáveis pela eclosão da violência no adolescente enfatizando o papel do grupo familiar:

A violência dentro da ´família’, situação nada incomum, em que pais maltratam filhos por meio de privações essenciais, abandonos ou verdadeiras e cruéis agressões físicas. Nesses casos, a conseqüência mais grave talvez consista no modelo de identificação de atitudes violentas que vai passando de geração à geração.

 

Nesse contexto de sofrimento, o adolescente sai de casa, fugindo das situações de riscos intrafamiliares. Essa saída é uma possibilidade de romper com o processo de coisificação imposto pela violência familiar, de retomar o poder sobre si e de se tornar sujeito de sua própria história. Entretanto, o adolescente encontra nas estruturas urbanas e no grupo marginal do qual se aproxima outras situações de riscos e isolamento que comprometem seu desenvolvimento mas, que são vistas por ele como a única possibilidade de inclusão, de pertença.

Calil (apud Ozella, 2003) ressalta:

 Vivendo nas ruas, em constante perigo, imersos no mundo da exclusão, do não ser, construindo relações que fogem aos parâmetros de socialização considerados adequados pela sociedade, crianças e adolescentes assumem o significado de marginais, delinqüentes e desumanos que a sociedade lhes atribui (p. 147).

O grupo, ao se perceber distante dos ideais sociais, constituem, entre si, um campo identificatório em potencial por sua condição marginal, o que pode favorecer a emergência de um confronto social mediado por impulsos destrutivos. Teixeira (apud Cohen, 1996) escreve que a interdição da destrutividade se coloca como exigência social, organizadora da possibilidade de vivermos em coletividade, ressaltando que essa seria a única maneira de sobrevivência. A agressividade não encontrando o recalque ou as vias da expressão simbólica, vai atingir o próprio sujeito ou ser descarregada diretamente contra o mundo exterior.

No caso do adolescente que comete um delito o pai simbólico está ausente, pois, no seu desenvolvimento infantil ocorreram muitas perturbações e falhas ambientais que prejudicaram o desenvolvimento das funções de interdição e de ideal . Para Goldenberg (apud Levisky, 1998), o poder judiciário, representado pelo juiz passa a exercer a função paterna no inconsciente desse adolescente. O adolescente transgride a fim de estabelecer um controle externo que limitem seus impulsos.

Levisky (1998) introduz comentários feitos por Renato Mezan durante o II encontro Adolescência e Violência: Conseqüências da Realidade Brasileira. Mezan sinaliza que a coerção é desejada pelos adolescentes, ao menos numa certa intensidade que seja “suficiente para impedir o desregramento, mas não tão implacável a ponto de se tornar mutiladora”. Prossegue dizendo que “este elemento está relacionado à função educadora da frustração, dimensão que parece se opor à idéia de felicidade como estado de gozo sem conflitos”(p.37).

O valor assegurador do apoio parental (ou seu substituto) durante a adolescência, não pode ser subestimado. O adolescente necessita da confiabilidade, do acolhimento sobre o qual seja possível escorar-se, de um ser humano que possa agredir, sem destruir. Nesse sentido, toda autonomia concedida, precocemente, aos adolescentes é violência à sua vida psíquica pois nega a necessidade que eles possuem de um adulto que esteja presente assegurando o seu crescimento saudável.

A grande maioria dos adolescentes que cometem atos infracionais, originam-se de famílias nas quais a maternagem e a função paterna inexistem ou são deficitárias, independente da situação sócio econômica. Portanto, compreendo que muito do que é escrito sobre o processo adolescente atende apenas parcialmente a descrever essa dura realidade. Afinal, não se trata apenas de transgredir como uma maneira de se fazer notar no mundo adulto, a transgressão caminha paralelamente à falta da internalização da lei e à adesão ao grupo marginal como sendo a única possibilidade, a tábua de salvação do eu que ia mais ou menos se afogando no vazio narcísico de não ser visto pelo outro.

 

Cláudia Rocco

domingo, 20 de outubro de 2013

Sábado à tarde num Pronto Socorro


Hoje, terminando o domingo, compartilho a experiência de uma tarde interessante...

Bom, chega uma hora que não dá mais para adiar.

Tarde de sábado... um sol lindo ... Eu, já com dois casacos, decido que é o momento para ir ao Pronto Socorro. Chego lá... as mesmas burocracias.. Mas, para minha surpresa estava muito vazio, adorei.

Acho que foi por isso que tive a oportunidade de fazer o que mais gosto e que tem a ver com a profissão que escolhi: ouvi, acolhi, observei, cuidei.. E também fui muito bem cuidada e acolhida.

Fui encaminhada a uma sala para aguardar por três horas meu exame ficar pronto. Ao entrar, vi várias cadeiras em círculo e a
TV ligada no programa do Caldeirão. Sala vazia.

Com o canto dos olhos espiei a sala ao lado onde alguns estavam confortavelmente instalados em poltronas reclináveis.. mas, estavam
no soro. Por uma fração de segundos fiquei com uma invejinha. Mas a minha sala, como descobri depois, era muito mais animada. Estava lá sozinha quando entrou um rapaz dizendo que passou mal no Pet Shop ao levar o seu cachorrinho. Deixou o dog em casa e foi ao PS mas, sentia que agora estava piorando... era o frio do ar condicionado. Já entramos num papo de ar condicionado no carro. Ele não liga o dele de jeito nenhum...eu adoro... Ele tiritava.. pedi um cobertor e disseram que ali não davam cobertor. Acho que deve ser só para o pessoal da poltrona reclinável. Bem que ele podia estar na poltrona..

Ofereci um dos meus casacos mas ele gentilmente recusou e, animadamente, continuou tremendo e conversando. Entrou uma senhora de idade com o sorriso doce e o olhar meigo, exalando compreensão. Há muito tempo eu não via um olhar assim. Ela também gostava de conversar e falamos os três de fome, espera, hospitais, trabalho, cidades...

Entrou um casal de namorados, tão apaixonados e felizes que não dava pra saber quem era o doente. O resto da sala não existia. A
paixão faz com que as pessoas fiquem autocentradas, é linda...

A senhora saiu e depois voltou toda contente porque tomou um café e comeu bolo... Eu e o rapaz do frio estávamos e continuamos com
fome. Outras pessoas entraram e saíram rapidamente mas nós já não prestávamos mais atenção. Um grupinho se formara e estávamos bem
assim. O tempo passou rápido. A espera ficou muito mais fácil. Aos poucos cada um foi saindo, primeiro o rapaz do frio, depois a
senhora do olhar meigo, por último eu deixando a sala, sem poltrona reclinável, mas que fora tão acolhedora.

Saio de lá com a certeza de que as pessoas que estão ao nosso redor é que fazem a diferença entre vivenciar momentos
tensos e dolorosos ou amenizar os momentos difíceis.

sábado, 21 de setembro de 2013

Conceito de narcisismo na obra de Freud: pequena contribuição


O termo narcisismo surgiu pela primeira vez em Freud numa nota de 1910, acrescentadas aos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade.

Em Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância e no Caso Schereber (1911), Freud também considerou o narcisismo como um estádio normal da evolução sexual.

O termo adquiriu valor de conceito em 1914, quando Freud escreveu Sobre o narcisismo: uma introdução. A partir de então, o narcisismo passa a ocupar um lugar essencial na teoria do desenvolvimento sexual (Roudinesco e Plon, 1998).

No escrito Freud observa:
A libido afastada do mundo externo é dirigida para o ego e assim dá margem a uma atitude que pode ser chamada de narcisismo

No texto de 1914, através da observação do delírio de grandeza no psicótico, Freud definiu o narcisismo como atitude resultante da retirada dos investimentos libidinais feitos nos objetos do mundo externo para o eu do sujeito. Esse movimento de retirada só pode produzir-se se precedido pelo investimento dos objetos externos por libido proveniente no eu.

A partir de 1914, a noção de narcisismo adquire estatuto conceitual no conjunto da teoria psicanalítica; mas, a distinção entre narcisismo primário e narcisismo secundário adquire contornos definidos após a elaboração da 2ª tópica freudiana.

Em Sobre o narcisismo... Freud escreve que uma unidade comparável ao eu não pode existir no sujeito desde o início, o eu tem que desenvolver-se. As pulsões auto-eróticas estão presentes desde o início, assim, algo é acrescentado ao auto-erotismo de forma a ocasionar o narcisismo. O que se acrescenta ao auto-erotismo para dar forma ao narcisismo é o eu ((Ich, no alemão).

O narcisismo é visto como um componente normal da sexualidade e o processo constituinte da subjetividade. No texto de 1914 fica clara a existência de três modos distintos e sequenciais de funcionamento libidinal:

1º Auto-erotismo - não há diferenciação entre eu e objeto.

2º Narcisismo - passagem de completa indiferenciação para a constituição do eu como unidade.

3º Escolha de objeto - a libido é investida no mundo externo.

É a partir do estudo sobre o narcisismo que este deixa de ser uma perversão e passa a ser apontado como constituinte da subjetividade.

O narcisismo, para Freud, é condição de formação do eu.

A criança passa, no começo de sua vida, por uma fase de narcisismo primário, na qual os objetos externos não são reconhecidos como tais. A energia pulsional é investida no próprio eu. Posteriormente, o bebê começa a ser capaz de perceber sua mãe como objeto que satisfaz. A relação com ela se dá, em grande parte, através do ato de mamar. A criança sai do narcisismo primário porque seu eu se vê confrontado com um ideal com o qual se compara. A criança é submetida às exigências do mundo, exigências traduzidas através da linguagem.


Referências Bibliográficas:

FREUD. S. Ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905, v. VII). Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas (E.S.B). Rio de Janeiro: Imago, 1974.

________. Sobre o narcisismo: uma introdução (1914, v. XIV). E.S.B. Rio de Janeiro: Imago 1974.

ROUDINESCO, E. & PLON, M. Dicionário de Psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

ROCCO, C. Depressão: um estudo psicanalítico. Trabalho de graduação interdisciplinar. Universidade Mackenzie, São Paulo, 1997.

________. Narcisismo. Trabalho apresentado como exigência parcial para obtenção do título de Especialista em Psicanálise no Curso de Especialização em Teoria Psicanalítica - COGEAE - PUC/SP.

domingo, 8 de setembro de 2013

Esperança e Criatividade





"O paradoxo de nossa época é que a esperança é ligada à desesperança
(...) Há princípios de esperança nas possibilidades criadoras da humanidade,
nas escolas, instituições onde as mentes dos pequenos são domesticadas ".

(Edgar Morin, 2009)

Para atingir um amadurecimento emocional que permita um viver criativo, a criança precisa ter espaço para pensar... ser estimulada a buscar suas próprias respostas para um universo de perguntas que borbulham na sua mente curiosa.

O silêncio da mente é como uma doença que impede a evolução do ser no mundo e as mudanças sociais.

A curiosidade, a inquietude é o que instiga a pesquisa, a busca pelo saber.

Domesticar a mente de uma criança impede a formação de um adulto crítico e politizado.

As instituições, ainda totais, formam indivíduos com uma mente que não pensa, reproduz modelos arcaicos de pensar o mundo.

O pensar criativo e a esperança transformam o homem ao mesmo tempo em que permitem que ele transforme o mundo.

O papel dos pais, como representantes da primeira instituição da criança - a família - é primordial para possibilitar um processo de amadurecimento emocional que permita um viver criativo e espontâneo (D. W. Winnicott).

domingo, 23 de junho de 2013

FIM DA LEI DO CÃO




Num país marcado pela violência, impunidade, amoralidade, indignidade, doenças, fome... como sobreviver?

Felizmente, a classe dita "média", não sei se todos tem essa consciência crítica mas essa
classe está cada vez mais "achatada", vendo se esvair alguns direitos já alcançados. Essa "classe" vista por alguns como privilegiada, na minha opinião é aquela minoria que teve
oportunidade de estudar, ter um emprego, é aquela que pode ir às farmácias comprar remédios, tem sua casa para morar, enfim. um mínimo de dignidade. Mas, é a mesma classe que paga muitos impostos...

Os estudantes, pessoas que tem minimamente seus direitos resolveram juntar-se às vozes que clamam por justiça e também foram às ruas... Para protestar SIM por um país melhor, para que TODOS tenham acesso aos DIREITOS BÁSICOS e sejam tratados como CIDADÃOS.

Leio, consternada, na internet pessoas que perguntam num tom de ironia...

Porque essa manifestação não aconteceu antes?

E importa? Não dá para definir o momento certo... Uma gota que fez com que o "copo" da passividade e tolerância transbordasse... O importante é que o NOSSO POVO se uniu... A Lei do Cão não cabe mais para esta gente sofrida, inclusive a dita "classe média" que trabalha cinco meses só para pagar impostos. Para onde vai esse dinheiro?

As manifestações pacíficas devem continuar. Há muita coisa para mudar. "Quem sabe faz a hora..não espera acontecer".


Afinal, MUDANÇAS SÃO REALIZADAS PELO HOMEM E PARA O HOMEM!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

ORGULHO DE SER BRASILEIRA







Nos últimos dias vimos, a princípio com certa perplexidade, estudantes universitários, famílias, trabalhadores, senhoras donas de casa se unirem num coro único e solidário .... iniciava-se uma manifestação pelo aumento da passagem do ônibus.

Perguntei a mim mesma? É só isso? Não era....

Vivemos e convivemos num país em que a miséria é vista com naturalidade.. acesso à educação de qualidade, atendimento digno e qualificado na área da saúde (nem os Planos de Saúde particulares nos oferecem um atendimento digno!!), saneamento básico! Nossas crianças brincam no esgoto.. convivem com ratos, são invisíveis... Ônibus? Até onde vão as linhas? Até que ponto da cidade existem ruas asfaltadas? E Creches... promessas que tem que ser cumpridas... O povo hoje tem VOZ que ninguém mais vai conseguir calar... Isso é certo e, como cidadã brasileira quero acreditar que a luta vai continuar SEMPRE!

O "país do samba, do carnaval, do futebol e do Pelé" vem mostrar ao mundo que é um país que tem um povo politizado que LUTA por seus DIREITOS... DIREITOS BÁSICOS!!!

O vandalismo?

Lógico que não vem dos manifestantes... Quem fala isso quer desviar a atenção da seriedade deste
movimento que é LEGÍTIMO e PACÍFICO...

BRAVA GENTE!!!

VALEU BRASIL!!!!

sábado, 1 de junho de 2013

Meu filho adolescente.... E agora?





Ser jovem é tão antigo quanto a humanidade, mas só a partir do século XVIII é que este passou a ocupar lugar de destaque na vida social humana, apesar de já existir uma percepção desta particular fase de desenvolvimento.

A juventude era identificada como um período de características próprias com relação ao corpo, ao crescimento, ao desenvolvimento, a certos comportamentos e funções na sociedade. Juventude significava força da idade e a sua história estava relacionada à dependência. Tornar-se Independente decidia o final da infância (Ariés,1981).

Para resolver os problemas, desafios e riscos enfrentados pelos adolescentes, é necessário tratá-los como um todo. Viabilizar a criação de mecanismos e meios que levem o adolescente a conviver em ambientes que i incentivem a adquirir estilo de vidas saudáveis.

O importante, mas não podemos deixar de admitir as dificuldades, é levar o adolescente a se tornar sujeito de sua própria existência e a considerar sua comunidade, sentindo-se parte integrante dela.

Os pais biológicos ou não, muitas vezes, sentem-se impotentes frente às situações e adversidades que encontram para exercer a paternidade ou maternidade; para estarem próximos ao filho ou filha que vivenciam um momento em que precisam se distanciar da família, rebelar-se contra valores, questionar, experimentar, enfim... buscar, incessantemente, seu eu, sua identidade e lugar social.

A impotência parental impede o caminhar, as bocas emudecem e o vazio e distanciamento entre pais e filhos se impõe como algo inevitável. Isso não é verdade, as coisas podem ser diferentes e os pais precisam sair do lugar de imobilização e construir uma ponte entre eles e o adolescente.

Como construir essa ponte?

O primeiro passo seria fazer uma retrospectiva de vida, pensar ... Como foi a minha adolescência? Quais eram meus medos, angústias...? O que eu queria mudar, transformar? Como via meus pais? E as minhas experiências?

Penso que essa reflexão pode possibilitar uma visão humanizada e até mesmo levar a compreensão das dores da adolescência. Sim, porque o jovem está sofrendo com todas as mudanças e sentimentos com os quais não consegue lidar.

A ponte leva a um lugar de diálogo, escuta,compreensão e acolhimento oportunizando ao adolescente ser o protagonista da sua história. Às vezes a falta de percepção das transformações evolutivas de seus filhos torna a realidade árida e as relações empobrecidas, esse descaminho deve ser evitado.



Referência Bibliográfica:

ARIÈS, P. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 1981.