sábado, 4 de junho de 2011

Resiliência

Uma colega de estudos na USP encaminhou, por e-mail, uma reflexão sobre resiliência que compartilho com vocês:

"Quando falo de resiliência algumas vezes costumo ilustrar com o exemplo do bambu, que atingem alturas altíssimas, porém são finos e estão sempre em conjunto com outros galhos, ao bater a ventania temos a nítida impressão de que vão cair e/ou quebrar, mas nos surpreendem dançando ao vento e voltando a reerguer-se majestosamente na natureza ainda nos oferecendo sombra e segurança".

Adriana Meneghetti


domingo, 22 de maio de 2011

O PAPEL DO ESPELHO NO ROSTO DA MÃE

O elemento diferencial da teoria de Winnicott é o entendimento de que os acontecimentos dos estágios pré-primitivos constituem-se nos alicerces da personalidade saudável. Considera o meio essencial para o desenvolvimento emocional, para o autor, ao se falar da criança “deve-se mencionar dependência e natureza do ambiente”. (1959-64 p. 117)

A tese de Winnicott é a de que na primeira fase a mãe vivencia um estado psicológico (desde a gravidez) ao qual denominou preocupação materna primária, condição que lhe possibilita a adaptação sensível às necessidades do seu bebê. Como descreve no seu artigo de 1956 (2000, p. 403):

A mãe que desenvolve esse estado ao qual chamei de ‘preocupação materna primária’ fornece um contexto para que a constituição da criança comece a se manifestar, para que tendências ao desenvolvimento comecem a desdobrar-se, e para que o bebê comece a experimentar movimentos espontâneos e se torne dono das sensações correspondentes a essa etapa inicial da vida.

Grande parte do amadurecimento inicial se dá a partir da relação bebê/mãe. O bebê precisa que a mãe se adapte às necessidades dele mas, para Winnicott, é preciso permitir que a integração ocorra a partir de um impulso do bebê – garantindo assim sua pessoalidade. Se o ambiente se antecipa ao bebê sistematicamente, ou seja, tornando-se padrão, a mãe submete o bebê a um tempo externo - padrão de submissão.

Winnicott enfatiza a importância do ambiente saudável que acolha o gesto do bebê em direção à vida. Se o bebê não se desenvolver a partir de sua própria criatividade originária ele pode reagir, perde a espontaneidade (espontaneidade X reatividade). De certa forma, no decorrer do seu processo de amadurecimento, apesar da falha ambiental, o indivíduo pode até mobilizar a mente e estabelecer uma integração defensiva - o falso si-mesmo - que irá permitir uma relação adaptada com o meio. A esse respeito Dias (2007) esclarece:

Apesar de o processo de amadurecimento não ser linear, algumas conquistas têm pré-requisitos [...] Ou seja, a resolução satisfatória das tarefas de cada estágio depende de ter havido sucesso na resolução dos estágios anteriores. Se ocorre fracasso na resolução da tarefa de uma certa etapa, novas tarefas vão surgindo, mas o indivíduo, não tendo feito a aquisição anterior, carece da maturidade [...] ele pode até resolvê-las, mobilizando a mente e/ou uma integração defensiva do tipo falso si-mesmo, mas, apoiadas em bases falsas, elas não farão parte intrínseca do seu si-mesmo como aquisições pessoais.

A mãe viva, que presta todos os cuidados, possibilita a constituição da temporalidade e da previsibilidade. O ser humano necessita de asseguramento, espaço, tempo e sentido de permanência para a continuidade de ser. Quando o bebê não alcança este encontro global, por meio desses cuidados regulares e previsíveis, fica em estado de alerta. Ocorrendo sucessivas descontinuidades o bebê não consegue mais ir para o estado tranqüilo, podendo desenvolver a organização de defesas primitivas e a doença psicótica.

Winnicott (1983 [1959-1964] p. 114) compreende que “a psicose se origina num estágio em que o ser humano imaturo é inteiramente dependente do que o meio lhe propicia.” A psicose, portanto, é produzida por deficiência ambiental no estágio de dependência absoluta.” A doença é secundária à falha do ambiente “embora se revele clinicamente como um distorção mais ou menos permanente da personalidade do indivíduo.” (Winnicott [1959-64] p. 126).

O desenvolvimento inicial depende de um suprimento ambiental satisfatório, e, segundo Winnicott (1999, p. 4), “ambiente satisfatório é aquele que facilita as várias tendências individuais herdadas [...] com um alto grau de adaptação às necessidades individuais da criança”. No artigo O papel de espelho da mãe e da família no desenvolvimento infantil (1967) o autor ressalta

É, portanto, essencial, a adaptação materna suficientemente boa às necessidades do bebê; a constituição do si-mesmo só existe enquanto tal frente a esse ambiente que sustenta, saudável, que acolha o gesto do bebê em direção à vida. Para Winnicott (1983 [1963] p. 215) ambiente suficientemente bom significa que existe a mãe que está “[...] de início totalmente devotada aos cuidados do bebê, e aos poucos, se reafirma como uma pessoa independente”.

No desenvolvimento emocional individual, diz Winnicott que “o precursor do espelho é o rosto da mãe” (1975, p.153) descreve a função ambiental como o segurar, o manejar e apresentar objetos para o bebê. O bebê vê a si mesmo quando olha para o rosto da mãe...

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DIAS, E. O A Teoria do Amadurecimento de D. W. Winnicott. Rio de Janeiro, Imago, 2003.

GARCIA, R.M. A Tendência Anti-Social em D. W. Winnicott. Dissertação de mestrado em Psicologia Clínica. PUC/SP, 2004.

MORAES, A. A. R. E. A Contribuição Winnicottiana para a Teoria e Clínica da Depressão. Doutorado em Psicologia Clínica. PUC/SP, 2005.

NAFFAH, A. A noção de experiência no pensamento de Winnicott como conceito diferencial na história da psicanálise. Artigo não publicado, ago.2007.

WINNICOTT, C. & SHEPHERD, R. & DAVIS, M. (Orgs) Explorações Psicanalíticas: D. W. Winnicott. Porto Alegre, Artes Médicas, 1994.

WINNICOTT, D. W. O Ambiente e os Processos de Maturação. Porto Alegre, Artmed, 1983.

______ Pensando sobre Crianças. Porto Alegre, Artmed, 2005.

______ Natureza Humana. Rio de Janeiro, Imago, 1990.

______ 1971: O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro, Imago, 1975.

______ Privação e Delinquência. São Paulo, Martins Fontes, 1999.

______ Da Pediatria à Psicanálise: Obras Escolhidas. Rio de Janeiro, Imago, 2000.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

RESILIÊNCIA

Apesar de vivermos em plena consolidação da democracia numa época em que os direitos garantidos são pela Constituição Federal de 1988, inúmeras violações dos direitos humanos revelam práticas arbitrárias que enfraquecem as tentativas de abrir caminhos para a efetivação da política da proteção integral aos idosos, famílias, jovens. O enfrentamento das situações de falta de acesso às políticas públicas, a uma rede socioassistencial conduz a um quadro de miserabilidade, desnível social, gerando um sentimento de impotência e extremo sentimento de “viver à margem”. A miséria, a violência envolvendo jovens é objeto de análise e reflexão em inúmeros debates, buscando-se alternativas embasadas nos direitos humanos. Segundo Walsh (2005, p. 4) resiliência pode ser definida como a capacidade de renascer da adversidade fortalecido e com mais recursos. È um processo ativo de resistência, reestruturação e crescimento em resposta à crise e ao desafio A compreensão da resiliência é ampla, não se trata simplesmente de sobreviver a uma crise e sim como enfrentar e sair da situação. As qualidades da resiliência para Walsh implicam nas pessoas conseguirem se mobilizar escolhendo opções viáveis, superando crises importantes assumindo suas vidas indo em frente para viver e amar plenamente (2005, p.4). Durante um período de crise cada família possui sua especificidade no enfrentamento. Algumas famílias ficam abaladas e paralisadas ante as dificuldades, não conseguem buscar caminhos nem opções viáveis. Outras, entretanto, desenvolvem uma união e se fortalecem no sofrimento. Podemos pensar que um padrão transgeracional de enfretamento de situações difíceis está implícito na forma como cada família supera ou paralisa perante às adversidades. Podemos entender que a família pode ser uma fonte potencial de resiliência, um recurso para ajudar os seus membros a superarem uma crise ou se apoiarem mutuamente numa interação saudável num momento de crise que envolve a todos. Faz-se necessário entender os processos que estimulam a resiliência familiar, a solidez da relação.Walsh, Froma (2005, p. 03) esclarece que a abordagem da Resiliência Familiar (…) visa identificar e fortalecer processos fundamentais que permitem às famílias resistir aos desafios desorganizadores da vida e renascer a partir deles. Os objetivos da abordagem da resiliência: prevenção, intervenção clínica e pesquisa. A comunicação é essencial para a resiliência familiar nos processos de perdas. Cada membro reage à sua maneira dependendo de diversas variantes como idade, posição na família, personalidade, etc.

A capacidade de aceitar a perda está no cerne de todas as habilidades e está presente nos sistemas familiares saudáveis. Observamos, no entanto, famílias com padrões pouco adaptativos para lidar com perdas inevitáveis pois, a capacidade de aceitar a perda e mudança implica na aceitação da idéia da morte e compartilhar tristeza e receber conforto na rede de apoio. Nossa cultura dificulta o reconhecimento da nossa própria fragilidade e em pedir ajuda. Assim, os grupos sejam os sociais,ou religiosos são fundamentais e facilitadores na superação da crise.

Em meio aos tumultos sociais e econômicos das últimas décadas, as famílias estão lidando com muitas perdas, desorganizações e incertezas. Ajudando as famílias a lidar com suas perdas, nós as capacitamos a transformar e melhorar os relacionamentos enquanto desenvolvem novos potenciais para enfrentar os futuros desafios da vida.

Resiliência na doença e prestação de cuidados:

Com relação ao enfrentamento e resiliência na doença, Walsh (2005, p. 197) considera:

A doença grave pode ser experimentada como um despertar para a vida. Ela pode aumentar e alterar nossa percepção das prioridades, com freqüência perdidas nas exigências confusas da vida cotidiana. Pode nos obrigar a fazer mudanças em nossos padrões de vida, assim como em nossas esperanças e sonhos. As doenças físicas ou mentais graves impõem uma série de desafios para os casais e para as famílias, requerendo uma considerável resiliência para seu enfrentamento e adaptação.

Frente a uma situação de doença grave na família esta se defronta com um grande desafio, os membros da família, repentinamente, se vêem como cuidadores. Esta tarefa implica em possuir as qualidades de resiliência uma vez que os cuidadores, mesmo com a rede de apoio, vão vivenciar e testemunhar o adoecimento e o desenrola de um processo, muitas vezes doloroso, de seu ente querido até a morte. O envolvimento da família no tratamento é facilitado quando ela recebe o respeito e apoio comunitário.


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Comentário da amiga




Às vezes um comentário de uma leitora fala por si só.......
Publico aqui o que uma sábia amiga comentou

O texto sobre a mulher, retrata a pura verdade. Não existe mais espaço para o ser humano " mulher". Ela não tem mais espaço para chorar, rir ou simplesmente planejar alguma coisa.

A sociedade cobra da mulher, o mesmo resultado de uma máquina, a mesma produção de uma fábrica e com isso a mulher esqueceu de si mesma. É preciso buscar e encontrar a identidade adormecida e com isso, ser novamente feliz!


Obrigada amiga....

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Mulher


No que se refere a sua vida, seus desejos, temores e dissabores, a mulher está sem espaço. Espaço para chorar, rir de si mesma, do outro, da vida....
Qual é a imagem que cada mulher faz de si?
O ideal de beleza, a qualidade estética exigida pelo social, o apelo divulgado pela mídia, presentes nas passarelas é um ideal inalcançável para a grande maioria das mulheres e, podemos dizer que é duvidoso quanto a idéia real de beleza. Muitas passam a se comparar ao padrão estético cruelmente estabelecido e a não conviver bem consigo mesma, sua imagem corporal é distorcida - o meu corpo não é tão belo, minha pele não tem a elasticidade que deveria, estou gordinha.... A crise é iminente....
A busca pela beleza, juventude e a felicidade de se sentir desejada passam a depender do olhar do outro. A outra pessoa, o seu olhar de desejo, amor ou admiração, equivocadamente, é a única referência para que a mulher possa se sentir amada, bonita e completa.
Buscamos no outro o preenchimento de um vazio, que na verdade não é preenchido por algo ou alguém externo a nós.... Está no fundo do nosso ser.
Em primeiro lugar, é preciso encontrar nossa identidade feminina, conhecer o próprio corpo, a plenitude do desejo, para, finalmente, investir em si mesma, encontrar seu espaço, seu momento, escutar e ser a mulher bela que está em cada uma de nós.
Essa mulher que desvela a si mesma se abre a mudanças significativas .....

domingo, 30 de janeiro de 2011

Adolescência

Adorei uma passagem do livro "A Descoberta do Mundo" da Clarice Lispector e gostaria de compartilhar com vocês:

"Um adolescente ...

Ele é grande, tem ombros de ossos largos, anda um pouco curvo: isso passa, é o peso da adolescência. Ele é lento, ele é profundo, ele semeia devagar (...) Ele dormirá bem com uma mulher. Se não se enrolar demais nos largos e fundos meandros de suas pesadas hesitações. Ele é calado, não sabe ainda falar o que costuma falar, e então não diz. Também não sabe que tem pernas retas, pesadas e bonitas. Uma vez falou: quero qualquer profissão que me baste para viver; pois enquanto isso teria tempo de fazer alguma coisa concreta, muito objetiva. Ele é desastrado, quebra coisas sem querer, pede desculpas com meio-sorriso assustado. É preciso ter paciência com ele. É preciso ter paciência com os que são grandes como ele. Tanta paciência. Porque ele pode vir a ser esse silencioso desastrado a vida toda, e não passar disso. É um dos tipos de adolescência mais perigosos: aquele em que muito cedo já se é um homem um pouco curvo, e também nele se sente a grandeza sem palavras."

A adolescência é um período de transição, um momento decisivo de passagem do mundo infantil para o mundo adulto. Nessa fase o jovem tem a tarefa e o desafio de buscar sua liberdade de expressão e maior confiança em si mesmo.
A angústia e a impotência que sentimos ao nos relacionarmos com os nossos adolescentes são naturais. O processo de desenvolvimento inerente à essa etapa da vida provoca significativas mudanças psicológicas, físicas e hormonais no jovem e na jovem como também provoca alterações na dinâmica familiar que se vê às voltas com o "novo". Ficamos surpresos frente aquele menino ou menina que ora mostra-se agressivo, rebelde, contestador, ora está deprimido na sua "caverna" ouvindo um som alto, não querendo falar com ninguém.
Nosso "menino ou menina" não quer mais participar das festas nem fazer viajens com a família.
Afasta-se cada vez mais de casa e a convivência com o grupo, ou "tribo" com as quais ele se
identifica passa a ser seu lugar preferido. É a hora em que vão experimentar: alcóol, sexo, drogas, etc., enfim vão estar sujeitos à diferentes situações perigosas.
O que fazer diante disso?
Penso que a proximidade é essencial nesse momento difícil tanto para o adolescente como para seus pais, tios, tias, avós, enfim, todos àqueles que tenham preocupação com aquele menino ou menina. Uma vez, na clínica, ouvi de uma mãe: "não reconheço meu filho...."; um sentimento de estranheza e de impotência invadia aquela mãe.
Colocar limites é muito importante, ele cresceu mas, está vulnerável, inseguro e ainda não é um adulto..... São os pais que devem assumir seu papel como adultos com autoridade, acolhimento, envolvimento, compromisso e muito amor.
O papel desempenhado pelo ambiente familiar é essencial para preservar e transmitir seus valores, códigos morais e éticos possibilitando a formação da identidade do adolescente e seu gradual processo de amadurecimento emocional.
O adolescente tem direito à compreensão de que ele não é mais uma criança e tem direito a um espaço para que possa buscar seus caminhos e a viver essa etapa com espontaneidade, sem um crescimento prematuro.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

Nos últimos tempos cada vez mais temos, em nossa clínica, tratado de crianças trazidas pelos pais preocupados ou encaminhadas por professores ou pediatras, com a queixa freqüente: “é desatenta...”, “inquieta...”, “parece estar frequentemente ligada...”, “corre excessivamente de um lado para outro, em situações impróprias...”, “não faz as coisas até o final...”. O impacto do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) se reflete no desempenho escolar, na convivência familiar e na sociabilização desta criança.
Trata-se de um dos transtornos mentais mais freqüentes nas crianças em idade escolar. Os seres humanos, em sua singularidade e diversidade são diferentes uns dos outros, por isso, pais, educadores e médicos devem ter clareza em como diferenciar a vivacidade infantil – indicativa de saúde – da primazia de um comportamento hiperativo e impulsivo.
A principal característica do Transtorno de Déficit de Atenção é a dificuldade em manter a atenção concentrada. Este transtorno tem uma base orgânica relacionada a problemas no funcionamento das áreas corticais pré-frontais; mas, a manifestação deste déficit depende das condições ambientais: dinâmica familiar, fatores emocionais e, ambiente escolar. A impulsividade e a hiperatividade podem acompanhar o déficit de atenção, mas isto não é obrigatório.
Diagnóstico: o diagnóstico de TDAH em crianças deve ser realizado por equipe multiprofissional. É preciso diferenciar crianças que não seguem regras do comportamento opositor das crianças com TDAH. Ao profissional cabe considerar características do sujeito; seu processo de desenvolvimento; a sociedade em que ele vive; seu núcleo familiar; suas necessidades e, em se tratando de psicólogo, avaliar os resultados de testes psicológicos. Assim, ao nosso ver, qualquer diagnóstico implica necessariamente, em uma integração de dados e análise global que permitirão estabelecer um diagnóstico confiável.
Segundo a proposta do DSM IV (1994):
Considera-se apenas o comportamento, como indicativo da síndrome, se o mesmo for mais freqüente na criança em questão, comparativamente à outra da mesma idade mental. Dos quatorze comportamentos arrolados abaixo, no mínimo oito deles devem ter se manifestado por, pelo menos, seis meses:
1. freqüentemente irrequieta com as mãos ou os pés ou contorções no assento (nos adolescentes, pode ser limitado a sentimentos subjetivos de impaciência).
2. tem dificuldade de permanecer sentada quando requerido que o faça.
3. é facilmente distraída por estímulo exterior.
4. tem dificuldade de esperar por sua vez nos jogos ou situações de grupo.
5. freqüentemente dá respostas precipitadas, antes mesmo da pergunta ter sido finalizada.
6. tem dificuldade em seguir instruções (não devido a um comportamento de oposição ou de compreensão das mesmas); por exemplo, falha em terminar as tarefas de casa que lhe são propostas.
7. tem dificuldade de manter a atenção nas tarefas ou nas atividades de jogo.
8. freqüentemente alterna de uma atividade não terminada à outra.
9. tem dificuldade de brincar silenciosamente.
10. com freqüência fala excessivamente.
11. freqüentemente se intromete ou interrompe outros, por exemplo, intromete-se nos jogos de outras crianças.
12. freqüentemente parece não ouvir o que está lhe sendo dito.
13. com freqüência perde os materiais necessários à realização de tarefas ou de atividades na escola ou em casa (por exemplo: brinquedos, lápis, livros, lição de casa).
14. freqüentemente se ocupa em atividades fisicamente perigosas sem considerar possíveis conseqüências (não com propósito de buscar emoções), por exemplo, correr para a rua sem olhar.
A criança Hiperativa:
A hiperatividade se caracteriza por alta atividade corporal, a criança está sempre em movimento; anda correndo; raramente senta-se quieta. Apresenta dificuldade em manter a atenção focada, freqüentemente muda de uma atividade para outra; seu comportamento é imprevisível, com ampla flutuação no desempenho. A criança hiperativa é impulsiva, apresenta dificuldade para esperar uma gratificação; mostra-se irritadiça com baixa tolerância à frustrações; ataques de raiva e comportamento birrento aparecem no seu dia-a-dia, sem causa aparente. Na escola, esta criança pode apresentar dificuldades de aprendizagem por não conseguir concentrar-se no trabalho escolar. A atenção é a base de todo o funcionamento mental, assim um distúrbio atencional primário pode comprometer as demais funções cognitivas: memória, capacidade de raciocínio e julgamento, linguagem, habilidades perceptivas e motoras/ viso-espaciais, funções executivas (planejamento e organização).